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Reprodução: Quatro Cinco Um

Durante uma eletiva da Escola de Comunicação da UFRJ intitulada Poéticas em Campo Experimental com o professor Fernando, refleti sobre o pensamento de Flusser estudado em sala. Em Filosofia da Caixa Preta, contestada por Benjamin por ser uma concepção burguesa da linguagem, signo, dimensão simbólica e significado são demonstradas na obra. O automatismo fotográfico e a imagem se entrelaçam em camadas. Esse debate em sala me deixou bastante motivada a escrever neste blog sobre essas dimensões.

Cheguei a comentar em sala que essa relação que nós temos com a imagem, sendo agentes dela e vivendo em função dela na grande parte do tempo, é contemporânea. Digo mais: é atemporal. Meus estudos na Escola de Comunicação têm me feito pensar bastante sobre a minha relação com as coisas, as letras, as linguagens e as próprias imagens.

Enquanto a aula permanece, escrevo aqui para não perder as ideias. Neste momento, o professor está se debruçando no debate sobre imagem, dimensão e signos. Como dito no texto de Flusser, imagens são superfícies que pretendem representar algo. E a abstração da escrita é descrita pelo professor de forma muito natural.

As quatro dimensões espácio-temporais

Abstraem-se duas das quatro dimensões para que apenas as dimensões do plano se conservem. Em outras palavras, nós codificamos os fenômenos e decodificamos as mensagens em imaginação, assim como a imaginação codifica, ela decodifica. Como uma dualidade. Foi assim que compreendi até o momento.

SOBRE O AUTOR


Nascido em Praga em 1920, Vilém Flusser iniciou seus estudos de Filosofia na
Universidade Carolíngia de Praga, em 1933. Emigrou para Londres em 1940 e para São
Paulo em 1941.
Seus primeiros ensaios sobre Lingüística e Filosofia foram publicados 1957 no
“Suplemento Literário” d’O Estado de São Paulo, do qual passou a ser colaborador
constante. Em 1962 tornou-se membro do Instituto Brasileiro de Filosofia e professor de
Filosofia da Comunicação na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo.
Tornou-se co-editor da Revista Brasileira de Filosofia em 1964 tendo sido nomeado
delegado especial do Ministério das Relações Exteriores para cooperação cultural com os
Estados Unidos e a Europa, em 1966. Entre 1965 e 1970, organizou seminários e
conferências no Departamento de Humanidades do Instituto Tecnológico da Aeronáutica
(ITA) sobre a Filosofia da Linguagem e abriu espaço em jornal par escrever crônicas
diárias sobre filosofia do cotidiano (“Posto Zero”, da Folha de São Paulo). Em 1972,
mudou-se para a Itália e, em 1976, para a França, onde reside atualmente, publicando
principalmente na Alemanha e França. Publicou os livros: Língua e Realidade (São Paulo,
Herder, 1963); A História do Diabo (São Paulo, Martins, 1965); Da Religiosidade (São
Paulo, Comissão Estadual de Cultura, 1967); La Force du Quotidien (Paris, Mame, 1972);
Le Monde Codifié (Paris, Institut de l’Enviroment, 1972); Naturalmente (São Paulo, Duas
Cidades, 1979); Pós – História (São Paulo, Duas Cidades, 1982); Für eine Philosophie der
Fotografie (Göttingen, European Photography, 1983); Ins Universum der technischen
Bilder (Göttingen, European Photography, 1985).

Aqui vocês podem ler Flusser e compreender melhor seus estudos.

Benjamin traz outros questionamentos e foge desses conceitos apresentados.

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leticiamarianaautora@outlook.com.br